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Presidente da Assembleia Legislativa efetiva filiação ao União Brasil

Entrada oficial de Marcelo Santos joga luz, mais uma vez, no comando do partido no Estado

As negociações realizadas em Brasília evoluíram e Marcelo Santos, presidente da Assembleia Legislativa, é o mais novo filiado ao União Brasil. A ficha do deputado foi abonada nesta quarta-feira (3) pelo presidente nacional da legenda, Antônio de Rueda, e joga luz, mais uma vez, no comando da executiva capixaba, hoje nas mãos do secretário estadual de Meio Ambiente e ex-deputado federal, Felipe Rigoni.

O ato de assinatura contou com as presenças do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e do presidente do União em Santa Catarina, deputado federal Fábio Schiochet. O presidente da Assembleia foi à capital federal participar do evento Brazilian Regional Markets.

“Fui convidado pela direção nacional do partido anteriormente, mas naquela ocasião, não era o momento adequado. Agora, após amadurecermos o diálogo, percebemos que o partido oferece uma excelente oportunidade para contribuir com o desenvolvimento do Estado e do Brasil, além de proporcionar a liberdade necessária para seguir o meu planejamento estratégico”, destacou Marcelo.

O deputado já estava com os dois pés para fora do PODEMOS, depois de autorizado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) a trocar de legenda sem perder o mandato. Ele abriu o processo quando recebeu uma carta de anuência do presidente estadual do partido, deputado federal Gilson Daniel, fruto de um acordo político. No União, os diálogos tiveram início em maio passado.

Com a nova filiação, o União Brasil amplia suas cadeiras de presidentes de assembleias, somando, além de Marcelo Santos, Bruno Peixoto (Goiás), Roberto Cidade (Amazonas), José Eduardo Botelho (Mato Grosso) e Rodrigo Bacellar (Rio de Janeiro). “Marcelo se junta a nós para fortalecer o nosso compromisso de expansão do partido por todo o país, sendo uma peça fundamental como o quinto presidente de Assembleia a integrar o nosso time”, exaltou Rueda.

O presidente da Assembleia tem feito movimentos cada vez mais incisivos na direção das eleições de 2026, que sinalizam projetos mais amplos do que o até agora anunciado por ele, de disputar a Câmara Federal. Marcelo entrou na lista de candidatos em potencial ao Palácio Anchieta e não esconde sua meta de liderar um partido com ampla musculatura, caso do União em nível nacional – é a terceira força política -, e que destoa dos resultados alcançados no Estado.

No Congresso Nacional, o União tem 59 deputados e sete senadores, mas nenhuma representação do Espírito Santo. Na Assembleia Legislativa, fez duas cadeiras, mas vai perder Denninho Silva – já tem carta de anuência – e ficar apenas com Dr. Bruno Resende. O próprio Rigoni foi duplamente derrotado em 2022, ao não conseguir emplacar sua candidatura ao governo do Estado, nem a reeleição à Câmara.

O secretário de Meio Ambiente está à frente da legenda desde o início de 2022, processo que resultou na debandada das principais lideranças, e seu mandato prossegue até 2027, decisão que já passou pelo campo judicial, devido às tentativas de assumir o partido do empresário Amarildo Lovato, ex-presidente do PSL (sigla que fundiu com o DEM e formou o União). Para deixar a função, portanto, a Nacional teria que executar uma intervenção no Espírito Santo.

Nesse cenário, mudaria, também, a configuração eleitoral hoje em curso. O União, com Rigoni, faz parte da base do governador Renato Casagrande (PSB) e integra os principais projetos prioritários para as eleições municipais de outubro deste ano. Já Marcelo, apesar de aliado do governador, também transita no campo de oposição, que se articula para assumir o poder em 2026. Um dos principais casos é o apoio em Vitória, segunda principal vitrine política do Estado, ao prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos).

(DA REDAÇÃO \\ Gut Gutemberg)

(INF.\FONTE: Manaira Medeiros \\ Século Diário)

(FT.\CRÉD.: Bruno Fritz \\ Divulgação)